sábado, 27 de outubro de 2012

O ESPAÇO DO CONTRADITÓRIO


Veja parte do informe do Boletim do Ministério da Cultura a respeito da pesquisa-ação que está sendo realizada em todas as regiões do país:

Pesquisa-ação propõe projeto pedagógico participativo nas escolas
Os participantes da pesquisa-ação do projeto Um Plano Articulado para Cultura e Educação na região Sudeste propõem a elaboração de projetos pedagógicos participativos e a criação de uma lei que garanta a contratação de educadores culturais nas escolas.
No encontro, realizado nos dias 17 e 18 de outubro no campus Maracanã do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRJ), também foram propostas a reformulação do espaço escolar, reconhecendo a escola como um equipamento cultural; a mudança dos indicadores qualitativos de avaliação da educação, relacionando-os aos processos culturais; e o diálogo entre a escola, os saberes e os espaços do seu entorno.
Cerca de cem educadores, gestores, produtores culturais, representantes de ONGs, pontos de cultura e de centros culturais da região Sudeste participaram da pesquisa-ação. O programa é desenvolvido pelo Ministério da Cultura e a ONG Casa da Arte de Educar, em parceria com o Ministério da Educação.
Respeitar o contexto de cada escola antes de definir a prática pedagógica tem sido uma discussão frequente nos encontros realizados pelo projeto em vários estados. “A escola é a nossa segunda casa, onde a família deixa a gente”, afirma Hudson Oliveira, do Centro de Referência Hip Hop Brasil, de Belo Horizonte.
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A última pesquisa-ação do projeto será realizada nos dias 12 e 13 de novembro em Porto Velho. Antes do Rio de Janeiro, foram realizados encontros em mais três capitais: Recife, Porto Alegre e Campo Grande.

Enquanto os Ministérios da Cultura e da Educação promovem encontros que discutem a importância de um projeto pedagógico participativo nas escolas, (tema nada inovador, pois essa discussão é antiga e várias escolas públicas do Rio de Janeiro, apesar das dificuldades, desenvolviam essa prática), estamos num caminho que segue na contramão dessa proposta.
As Secretarias de Educação do Estado e do Município assumiram uma postura de desqualificação dos projetos e iniciativas promovidas pelas próprias escolas e optaram pela implantação de projetos externos, de fundações e empresas privadas, que desconhecem a realidade da Educação e trazem a lógica de mercado para dentro das escolas.
O mundo real parece estar bem distante das discussões que esta pesquisa está promovendo, principalmente no que se refere ao estado e município do Rio de Janeiro.
Vejam, como exemplo, o que foi debatido na audiência do SEPE com a SEEDUC e na Audiência Pública da Câmara de Vereadores sobre o orçamento da Educação para 2013:

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